sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Cidades

Sem diagnóstico definido, moradores do Alvorada recorrem a soluções improvisadas para enfrentar falta de água

Moradores do Alvorada, em Manaus, relatam dias de desabastecimento e dizem usar água de piscina e de aparelhos de ar-condicionado para atividades básicas. A Águas de Manaus informou que não havia manutenção registrada na localidade e pediu novos dados para verificar o atendimento.
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Moradores do bairro Alvorada, em Manaus, relatam que estão há dias sem abastecimento de água e têm recorrido a alternativas improvisadas para manter atividades básicas em casa. As queixas foram compartilhadas nesta quarta-feira (30) em um grupo de vizinhos e nas redes sociais.

Os relatos mencionam os conjuntos Juruá, Ajuricaba e Belvedere. Entre as soluções adotadas estão o uso de água de piscina e o recolhimento da água eliminada por aparelhos de ar-condicionado. Os moradores cobram uma explicação da Águas de Manaus e uma previsão para a retomada do serviço.

Relatos citam diferentes conjuntos

As mensagens divulgadas pelos moradores não permitem determinar quando a interrupção começou, quantos imóveis foram atingidos ou se a falta de água ocorre de maneira contínua em todas as ruas mencionadas.

Uma moradora afirmou, em um grupo de WhatsApp que reúne vizinhos da rua Cândido Honório, que a água retirada do aparelho de ar-condicionado estava sendo usada para lavar as mãos e dar descarga no vaso sanitário.

“Aqui estamos aparando água do ar-condicionado para lavar as mãos e colocar no vaso sanitário. E pagamos água cara”, escreveu.

Outra reclamação, publicada no Instagram, relata que o desabastecimento atingia o conjunto Juruá, o Ajuricaba e áreas próximas havia dias. Segundo a publicação, algumas famílias já estavam com as caixas-d’água vazias e passaram a usar água de piscina para necessidades básicas.

As informações foram apresentadas pelos próprios moradores e registram situações observadas nas residências. O material disponível não indica, porém, a extensão total do problema nem confirma que todas as ruas dos conjuntos estejam afetadas da mesma forma.

Vizinhos tentam identificar a área atingida

Em meio às reclamações, moradores passaram a trocar informações para verificar se a falta de água estava restrita a determinados imóveis ou se alcançava uma área maior do Alvorada.

Uma das mensagens compartilhadas no grupo de vizinhos informa que uma residente da rua Antônio Plácido também estava sem abastecimento. O mesmo registro menciona os conjuntos Ajuricaba e Belvedere.

A tentativa de reunir relatos ocorreu a partir de mensagens entre moradores, sem que os registros apresentados permitissem estabelecer um mapa preciso das ruas atingidas. As informações indicam ocorrências em diferentes pontos, mas não definem se existe uma única interrupção ou se os casos têm a mesma causa.

Imagens de comentários publicados nas redes sociais também mostram reclamações sobre abastecimento no Santa Inês, no bairro Jorge Teixeira, e no Parque dos Buritis. O material não permite relacionar essas ocorrências ao desabastecimento relatado no Alvorada.

Consumidor recebeu ordem de serviço

Um morador afirmou ter telefonado para a Águas de Manaus na manhã desta quarta-feira e recebido de uma atendente a informação de que não havia registro de falta de água na área consultada.

“Liguei agora e falei com uma atendente. Nos registros deles, não consta falta d’água aqui na área”, relatou o consumidor.

Depois da ligação, segundo ele, foi aberta uma ordem de serviço vinculada à sua matrícula. O prazo informado para o atendimento foi de até 24 horas.

Esse prazo não representa necessariamente uma previsão de retorno do abastecimento. No relato apresentado, não há confirmação de que a água seria restabelecida dentro desse período nem de que a solicitação abrangeria outros imóveis atingidos.

A informação recebida pelo consumidor sobre a ausência de ocorrência registrada não esclarece como as reclamações dos demais moradores foram cadastradas ou classificadas no sistema da concessionária.

Concessionária informou que não havia manutenção registrada

Também na manhã de quarta-feira, a Águas de Manaus respondeu por e-mail a uma reclamação de consumidor. A empresa informou que havia consultado o sistema e não encontrado registro de manutenção em andamento na localidade naquele momento.

Na mensagem, a concessionária pediu que o destinatário confirmasse se o imóvel continuava sem abastecimento. A partir dessa informação, seriam feitas novas verificações e providenciado o atendimento.

A resposta menciona a inexistência de manutenção registrada, mas não aponta a causa da falta de água relatada pelo consumidor nem apresenta prazo para a normalização do serviço.

No mesmo e-mail, a empresa indicou canais de atendimento, entre eles o telefone e WhatsApp 0800 092 0195 e o chat disponível no site da concessionária.

Moradores relatam dificuldade para obter solução

Além da falta de água, os moradores também questionam a forma como as solicitações vêm sendo respondidas. No grupo de WhatsApp, uma pessoa afirmou que recebia respostas aos e-mails enviados, mas que o problema continuava sem solução.

Outros participantes disseram ter a impressão de que as mensagens eram automáticas. Essa percepção foi atribuída aos moradores, e os registros apresentados não permitem confirmar se as respostas foram produzidas de maneira automatizada.

As cobranças publicadas nas redes sociais pedem que a concessionária verifique o abastecimento nos conjuntos citados. As mensagens também mostram que os moradores tentam reunir informações entre si enquanto aguardam uma explicação sobre a interrupção.

Sem previsão informada para todas as áreas

Até a tarde desta quarta-feira, moradores continuavam relatando falta de água no Alvorada. As respostas apresentadas pela concessionária não traziam uma explicação para a interrupção nem uma previsão de restabelecimento válida para todas as áreas mencionadas.

Os registros disponíveis mostram, de um lado, reclamações sobre imóveis sem abastecimento e, de outro, a informação de que não havia manutenção registrada na localidade. Também houve a abertura de uma ordem de serviço individual, com prazo de até 24 horas para atendimento.

O material não esclarece se a ordem de serviço resultaria na retomada do abastecimento, se seria limitada ao imóvel do solicitante ou se poderia contribuir para a verificação dos demais relatos. Enquanto isso, moradores dos conjuntos citados continuavam usando recursos alternativos para atividades básicas dentro de casa.