sábado, 24 de outubro de 2026
ELEIÇÕES 2026

Proporção feminina na Câmara avança, mas não alcança um quarto das cadeiras

A Câmara dos Deputados terá 109 mulheres na legislatura eleita em 2022, o maior número já registrado. O resultado representa aumento de 19 cadeiras em relação à composição anterior, mas mantém os homens como maioria, com 404 vagas.
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A composição da Câmara dos Deputados definida pela eleição de 2022 terá 109 mulheres entre as 513 cadeiras. O número é o maior já registrado na Casa e representa um aumento de 19 deputadas em relação à legislatura anterior, quando a bancada feminina era formada por 90 parlamentares.

Com o novo resultado, a participação feminina passará de 17,5% para 21,2% da Câmara. Apesar do crescimento, as mulheres continuarão ocupando menos de um quarto das vagas. Os homens terão 404 cadeiras, o equivalente a 78,8% do total.

Avanço de 19 cadeiras

A diferença entre as duas composições está no acréscimo de 19 mulheres eleitas. A bancada feminina sai de 90 para 109 deputadas, enquanto o total de cadeiras da Câmara permanece em 513.

Em termos proporcionais, a alta corresponde a 3,7 pontos percentuais. A representação feminina, que era de 17,5% na legislatura anterior, chegará a 21,2% no período seguinte à eleição de 2022.

O resultado também altera a distância entre os grupos. Antes, eram 423 homens para 90 mulheres. Na nova composição, serão 404 homens e 109 mulheres. A diferença entre as bancadas cairá, portanto, para 295 cadeiras.

Maior número de deputadas eleitas

As 109 deputadas eleitas em 2022 formam a maior bancada feminina já registrada na Câmara. O número supera a marca anterior de 90 mulheres e leva a representação feminina para além de 100 cadeiras pela primeira vez na composição considerada.

A marca, porém, não modifica a maioria masculina da Casa. A cada cinco cadeiras, pouco mais de uma será ocupada por uma mulher. Na distribuição total, quatro em cada cinco vagas continuarão com homens.

Essa proporção resulta da relação entre as 109 cadeiras femininas e as 513 vagas da Câmara. As demais 404 serão ocupadas por homens, que permanecerão como maioria numérica na legislatura formada a partir das urnas de 2022.

Como muda o retrato da Câmara

A alteração mais expressiva está na escala da bancada feminina. O grupo passa a ter 19 integrantes a mais, mas ainda representa uma parcela minoritária do plenário. O percentual de 21,2% indica que as mulheres ocuparão pouco mais de um quinto das cadeiras.

Na composição anterior, a presença feminina equivalia a 17,5% do total. A diferença para o novo resultado é de 3,7 pontos percentuais. Embora a variação mude a proporção entre os grupos, ela não é suficiente para aproximar as bancadas da igualdade numérica.

Com 109 mulheres e 404 homens, a Câmara eleita em 2022 terá uma diferença de 295 cadeiras entre os dois grupos. A distância diminui em comparação com a composição anterior, mas os homens continuam a ocupar mais de três quartos do plenário.

O peso do resultado eleitoral

Os números refletem diretamente a quantidade de mulheres eleitas para a Câmara em 2022. A ampliação da bancada não decorre de mudança no tamanho da Casa: o total continua sendo de 513 cadeiras. O que se altera é a distribuição dessas vagas entre homens e mulheres.

Por isso, o resultado pode ser observado sob duas medidas diferentes. Em números absolutos, houve acréscimo de 19 deputadas. Em termos percentuais, a bancada feminina cresceu de 17,5% para 21,2% da composição.

As duas informações descrevem o mesmo movimento por ângulos distintos. A primeira mostra o ganho de cadeiras. A segunda dimensiona esse ganho dentro do total da Câmara. Juntas, elas indicam avanço da representação feminina, sem eliminar a predominância masculina.

Maioria masculina permanece

A eleição de 2022 reduziu a diferença entre homens e mulheres, mas não alterou a maioria masculina na Câmara. Os 404 deputados eleitos representam 78,8% das cadeiras, contra 21,2% ocupadas pelas 109 deputadas.

A proporção também pode ser expressa pela relação entre as bancadas: serão aproximadamente quatro homens para cada mulher. Essa distribuição mantém a Câmara distante de uma composição paritária, embora a presença feminina seja maior do que na legislatura anterior.

O contraste entre os números absolutos e percentuais ajuda a dimensionar o resultado. As 19 novas cadeiras femininas constituem uma expansão relevante dentro da bancada, mas correspondem a uma parcela limitada do total de 513 vagas.

Comparação com a legislatura anterior

A comparação com a composição anterior mostra que a bancada feminina ganhou espaço em duas medidas. Passou a reunir 109 parlamentares, ante 90, e elevou sua participação de 17,5% para 21,2%.

O grupo masculino, por sua vez, será reduzido de 423 para 404 cadeiras na comparação entre as duas composições. Mesmo com a redução de 19 vagas, os homens continuarão a ocupar a maior parte do plenário.

A mudança, portanto, não está apenas no aumento da bancada feminina, mas também na diminuição da distância numérica entre os grupos. A diferença, que era de 333 cadeiras na composição anterior, passará a ser de 295.

O que os números mostram

O resultado das urnas de 2022 estabelece um novo patamar para a presença de mulheres na Câmara dos Deputados. Pela primeira vez na série considerada, a bancada feminina ultrapassa 100 cadeiras e chega a 109 integrantes.

Ao mesmo tempo, os dados mostram os limites desse avanço na composição geral da Casa. A presença feminina ficará em 21,2%, abaixo de 25% das cadeiras, enquanto os homens responderão por 78,8%.

O retrato final combina, assim, dois movimentos: a ampliação da bancada feminina e a permanência de uma maioria masculina. A eleição acrescenta 19 mulheres à composição da Câmara, reduz a diferença entre os grupos e leva a representação feminina ao maior nível registrado, mas não muda a predominância dos homens no plenário.

Na legislatura formada após a eleição de 2022, a Câmara será composta por 109 deputadas e 404 deputados. A distribuição consolida o crescimento da participação feminina observado no resultado eleitoral, mantendo a maior parte das cadeiras sob ocupação masculina.